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Celso Portiolli se defende de acusações de maus-tratos a rã

A controvérsia envolvendo o apresentador Celso Portiolli e uma rã, que ocorreu durante o quadro “Cardápio Surpresa” do programa Domingo Legal, ganhou novos desdobramentos. Recentemente, Portiolli apresentou sua defesa formal em um processo movido por organizações de proteção animal, solicitando…

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A controvérsia envolvendo o apresentador Celso Portiolli e uma rã, que ocorreu durante o quadro “Cardápio Surpresa” do programa Domingo Legal, ganhou novos desdobramentos. Recentemente, Portiolli apresentou sua defesa formal em um processo movido por organizações de proteção animal, solicitando a sua retirada do caso e argumentando que deveria “ser excluído do banco de réus”.

Defesa do apresentador

Em sua argumentação, Portiolli afirmou que a participação da rã no programa foi breve e que as alegações de sofrimento e estresse do animal são “exacerbadas”. O apresentador esclareceu que seu papel no programa era apenas de apresentador e que não foi responsável pela criação do quadro, o que, segundo ele, limita sua culpabilidade nas acusações.

O incidente

Durante a gravação do “Cardápio Surpresa”, a situação se tornou tensa quando uma chef de cozinha mencionou que rãs eram trituradas para a receita. Com isso, o animal se assustou e escapuliu, levando Portiolli a correr atrás dele e exibi-lo para as câmeras. Essa cena gerou uma Ação Civil Pública (ACP) contra o apresentador e a emissora SBT, com as organizações denunciantes alegando que a rã foi submetida a estresse intenso e manuseio inadequado, além de excesso de ruído e iluminação.

Questionamentos sobre o laudo veterinário

A defesa de Portiolli também contestou a validade de um parecer técnico veterinário que, segundo ele, se baseou apenas em fotos e vídeos, sem exames diretos na rã. A defesa argumenta que isso dificulta qualquer presunção de crueldade ou maus-tratos.

Decisões judiciais e responsabilidades

Em abril, a Justiça de São Paulo já havia determinado que o SBT precisa obter autorização prévia de um veterinário e seguir protocolos básicos para a utilização de animais em sua programação, enquanto o processo estiver em andamento. A ONG Canto da Terra, uma das autoras da denúncia, ressaltou que as alegações e provas apresentadas devem ser analisadas pelo Poder Judiciário, que decidirá sobre a responsabilidade de cada envolvido na produção do conteúdo.

Portiolli, por sua vez, também fez questão de deixar claro que sua opinião sobre o caso não possui embasamento técnico, mas que ele respeita as investigações em curso. Essa situação destaca a crescente atenção à proteção animal na mídia e os cuidados que precisam ser tomados em produções que envolvem seres vivos.

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