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EUA sancionam brasileiros alegando elo com o PCC

Atualizado em 04/07/2026 12h15 ⏱ 2 min de leitura
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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou nesta quarta-feira (1) dois brasileiros e quatro empresas, sendo três do Brasil e uma de Portugal, por suposta ligação com o PCC, Primeiro Comando da Capital.  

Essa é a  primeira punição de Washington contra brasileiros desde que o governo Trump classificou facções criminosas do país como organizações terroristas.

Os alvos são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, moradores de São Paulo. Segundo o governo norte-americano, Shimada é o elo entre agentes do PCC na Flórida e traficantes internacionais, e teria lavado mais de U$ 30 milhões usando criptomoedas para enviar o dinheiro ao Brasil. Stella, parente e ex-secretária de Shimada, prestava apoio logístico na coleta de grandes quantias em espécie.

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O documento do Tesouro dos Estados Unidos cita ainda que, em janeiro de 2025, Shimada já havia sido colocado em prisão domiciliar no Brasil, suspeito de usar uma de suas empresas para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol, em esquema de fraude publicitária.

Também foram bloqueadas quatro empresas ligadas ao empresário brasileiro: Victory Trading, Pixwave e Wave, de São Paulo, e a portuguesa Avenidas Flutuantes, sediada perto de Lisboa. As duas primeiras atuam no setor financeiro, a Pixwave é uma construtora, e a empresa portuguesa trabalha com transporte e armazenagem.

Em nota, o subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou que a medida busca barrar o avanço do PCC dentro dos Estados Unidos e impedir que o crime organizado do Hemisfério Ocidental se instale em solo americano.

A investigação foi conduzida pela Força-Tarefa do Departamento de Segurança Interna, com apoio do FBI de Miami e do setor de combate à lavagem de dinheiro do Departamento de Justiça americano.

Com as sanções, os bens dos alvos nos Estados Unidos ficam bloqueados, e qualquer pessoa ou instituição que negociar com eles também pode ser punida.

* Com informações da Agência Brasil

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